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Que nada...

Posted by Railton Da Silva in
As vezes na vida temos a leve sensação
De que tudo o que temos o que somos
Desmoronou caiu no chão.
As vezes na vida a nossa companheira
É a solidão.
E ficamos a imaginar...
Cadê as pessoas que amamos?
Ninguém estende a mão.
E mais uma vez
Escorre pelos nossos olhos a emoção
Contida lá dentro.
Do abandono...
Só resta as lembranças do que passou
E deixou uma, mais uma marquinha.
De felicidade...
Ai perguntamos: onde está alguém
Para mim fazer feliz?
Não aparece ninguém...
Nem o amor...
Muito menos aquela pessoa que diz
E que julga que amar...
Ao menos uma ligação...
Que nada...
Nada é para sempre, dura apenas
O essencial para sermos felizes...

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Jacintinho nem se nasce, nem se morre

Posted by Railton Da Silva in
18 de fevereiro de 2010 |
| RAILTON TEIXEIRA*
Moro neste bairro há quase 23 anos, e muitas coisas já vivi e presenciei. Um bairro, que eu costumo dizer o mais populoso e habitado da Grande Maceió, onde tem um alto índice assustador de violência, homicídio, comercialização de drogas (que é o tráfico), analfabetismo e prostituição de adolescentes e adultos.

Não se sabe exatamente, há quantos anos o bairro foi habitado, há quem diga que 100 anos, mas ao certo, o que se sabe é que o Senhor Jacinto Athayde, foi o primeiro proprietário das terras deste bairro, e hoje essa extensão de terra recebe carinhosamente e no diminutivo o seu nome, Jacintinho.

Um povo receptivo e caloroso, forte e fervoroso na fé. A primeira capela neste bairro foi a de Santo Antônio, hoje Paróquia de Imaculada Conceição, que é administrada atualmente pelos padres da Missão, Adriano e Rogério. Dela veio outras comunidades e paróquias e uma miscigenação junto com outras denominações cristãs e não cristãs.

Mas é lamentável que neste querido bairro com aproximadamente 200 mil habitantes não exista uma maternidade, sendo necessário que as gestantes se desloquem para outros bairros, e assim os futuros habitantes não são “jacintinhenses” e sim oriundos de outras localidades. Onde em muitos dos casos, as gestantes são impedidas de ter seus bebês, chegando a dar a luz nos táxis, nas ambulâncias, mas nunca no Jacintinho.

O que muitos, ou melhor, quase ninguém, nem eu mesmo sabia, é que o velho “Jaça”, apelido carinhoso, dispunha de uma maternidade chamada de Nossa Senhora do Bom Parto, dados esses que eu pude comprovar através de algumas certidões de nascimento de alguns moradores que nasceram lá e que há algumas décadas atrás foi fechada, e no local da antiga, falida maternidade, hoje há residências.

Se para nascer é essa burocracia toda, para morrer é pior ainda. Apesar das mortes, como nos diz o linguajar popular, “morridas”, que são as de causas naturais e doenças, as mortes “matadas”, que são as mortes através de assassinatos, chacinas, o bairro não dispõe de cemitério, impedindo assim que os falecidos, que aqui residiram, sejam enterrados neste bairro que é tão querido e amado por seus moradores.

Diferentemente da maternidade, o Jacintinho nunca teve um cemitério sequer, sabemos das super “lotações”, dos cemitérios, São José, Nossa Senhora da Piedade (os mais populares, onde a maioria da população recorre para sepultar seus entes queridos). Com certeza daqui a alguns anos será necessário outras localidades para enterrar os “mortos” porque deixar em cima da terra, o indivíduo, não dá, seria uma falta de respeito para com aquele que contribuiu aqui em nosso meio.

O Jacintinho, uma localidade tão grande, com alguns lugares que ainda não estão ocupados poderia sim ter um cemitério, mas o que acontece, ou melhor, o que ouvimos são as desculpas de muitos, que quadrienalmente vão ao bairro e depois se esquecem daqueles que aqui habitam.

Uma maternidade e um cemitério, nesta localidade seriam de grande utilidade, nós moradores ficaríamos felizes que os nossos filhos nascessem aqui e que pudéssemos ser enterrados nesta grande localidade.

(*) É estudante de Jornalismo e poeta popular de Alagoas.


Fonte: Jornal Gazeta de Alagoas
http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=160558&ass=37&data=2010-02-18

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1 FLIBO - Feira Literária de Boqueirão

Posted by Railton Da Silva in


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Presença no Sarau Poetico "PAPEL NO VARAL"

Posted by Railton Da Silva in


Evento literário em Alagoas, podemos dizer que é raro. Mas numa iniciativa do poeta alagoano Ricardo Cabus, houve na última quarta-feira, dia 03/01, no museu Theo Brandão, no bairro Jaraguá, o sarau poético, intitulado como Papel no Varal, desta vez, pela proximidade do carnaval, foram expostos poemas eróticos.


E é claro que o Poeta e Palhaço Railton Teixeira, não poderia perder. Além de prestigiar e incentivar o poeta Ricardo, a noite foi de reencontros com os poetas que há dias não os via e estreitar os laços com os poetas que ainda não fazia parte do seu ciclo artístico.
Com censura de 18 anos, o sarau foi repleto de poemas eróticos, de diversos autores, tanto de Alagoas, como do mundo.

Presença dos Poetas: Tchello de Barros, Camila de Magalhães, João Rafael, Chico de Assis dentre outros...
O poeta e palhaco Railton Teixeira declamando um poema erótico
Tchello de Barros, declamando outro poema erótico

A poetisa Camila de Magalhães declamando outro poema erótico
O poeta e Palhaço ao lado do idealizador do projeto Poeta Ricardo Cabus

O poeta e palhaço ao lado do Poeta e Ator Chico de Assis


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Entrega Desnuda

Posted by Railton Da Silva in
Desnudamente seus adocicados lábios
Com tanta e tamanha brutal força
Nos meus por alguns longos e eternos
Instantes seguraram forçosamente.

Beijos recheados com seus lindos
E mirabolantes cabelos lisos
Deram a sensação e o sabor
Dos quão sensuais incumbidos segredos.

Delirantes na força do desejo
De cada vez mais possuir e ter
Rolamos na praia de prazer.

E pouco a pouco entregues a mercê
De corpo e alma num profundo silêncio,
Quebrado pelos suspiros nos meus ouvidos:

Eu te amo!!!

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Troca de valores

Posted by Railton Da Silva
09 de janeiro de 2010 |
| RAILTON TEIXEIRA*
Neste fim de ano, enquanto muitos de nós comemorávamos a chegada de 2010, outros sofriam, choravam e até mesmo viraram o ano se lamentando com uma cena não tão “comum”, diria eu nesta mesma e igual proporção, que dias atrás, nas vésperas do ano-novo, castigou o Sudeste brasileiro.

Acompanhamos nos noticiários as lamentáveis manchetes dadas das fortes chuvas que assolaram Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, e causou verdadeiros estragos acompanhados de enchentes, destruindo famílias, acabando com lares e a esperança de um 2010 mais alegre e feliz.

Como será que essas famílias encararam os próximos fins de ano? Certamente com algumas lembranças tristes, outras chorando a morte de alguns entes queridos que se foram nestas enxurradas.

Na verdade essa é uma reação da natureza para com a ação humana, ouvi muitos me relatarem que “é castigo de Deus, eles lá (os atingidos) fizeram por merecer, e nós não”. Não acredito neste determinismo que muitos julgam ser divino, pois acho que não somos marionetes de Deus, ou até mesmo ele não teria uma “cadernetinha”, onde anota as ações de cada um e consequentemente as punições que serão a nós aplicadas.

Acredito sim, que a natureza ela segue a lei da “ação e reação”. Para toda uma ação humana com a natureza, existe uma reação da mesma para com o homem, pois a mãe natureza cada dia que se passa sofre modificações, danos e muita poluição, por muitos que querem brincar de criador. Não é que seja como muitos dizem “castigo”, mas uma forma de auto-defesa do meio ambiente.

“O sertão vai virar mar. Dá no coração o medo que algum dia o mar também vire sertão”, já nos dizia a canção, ou até mesmo a profecia de Antônio Conselheiro, pelo jeito, como as coisas, ou melhor, os caminhos traçados pelos homens, e as falsas promessas de mudanças, como foi o caso do acordo da conferência de Copenhagen, leve a esses desastres ecológicos.

Posso dizer que fomos abençoados por poder receber o ano que chegou, apesar de que em alguns lugares do nosso País com desastre, mais algumas ameaças de chuvas por aqui, pudemos aproveitar. Com violência ou não, noticiou a Gazeta de Alagoas 15 homicídios. Teve até umas pausas na queima de fogos na praia de Ponta Verde, acredito que tenha sido “consciência” pelo acordo da conferência de Copenhagen. “Vamos dar uns intervalos para aliviar a camada de ozônio, e o efeito estufa, pois vários lugares estão soltando fogos, somos conscientes”.

Espero que esse ano de 2010 que aos poucos adentra em nossas vidas, faça em nós um despertar para a realidade sócio-ambiental, e que a nossa consciência acorde e nos dê coragem para encarar a vida com menos consumismo e mais responsabilidade.

Com certeza outros desastres como esse, que assustadoramente vêm ocorrendo, não apenas no Brasil, mas no mundo, não tornará a acontecer, ceifando assim as vidas que habitam a “Mãe Terra”.

(*) É estudante de Jornalismo e poeta popular de Alagoas.

Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=158730&ass=37&data=2010-01-09

Jornal Gazeta de Alagoas

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O mau uso da internet

Posted by Railton Da Silva in
03 de janeiro de 2010 |
| RAILTON TEIXEIRA *
A internet é um meio muito eficiente de comunicação. Onde nos possibilita a reencontrar pessoas que há dias, ou até mesmo anos, não víamos. A escrever uma carta virtual, que é o famoso e-mail, e em frações de segundos a pessoa que esta lá no outro lado, perto ou longe, receba e imediatamente responda, benefício esse que com as cartas convencionais, demandariam dias.
De tudo podemos encontrar. Um grande veículo que nos permite adquirir conhecimentos que em outrora seria necessário se deslocar a vários lugares, e hoje em apenas alguns cliques estamos conectados com o mundo, sendo informados com uma porrada de notícias instantâneas.
Existe até cursos superiores oferecidos pela web.
Sem nos esquecer dos entretenimentos que aliena, não apenas a juventude, mas um todo, de crianças a adultos. Até as pessoas mais idosas. É a febre do Orkut, MSN, Twitter. Não posso dizer que essas ferramentas apenas trazem malefícios não, elas são de grandes utilidades, desde que sejam bem usadas.
E quando a internet serve de instrumentos para crimes? Pois é, por não existir uma legislação vigente, a rede virtual é alvo fácil para pessoa que tem pensamentos brilhantes, que apenas os canaliza para atos hediondos.
Outro dia estive conversando com um amigo, ele me relatou que foi vítima de um colega de faculdade que havia mandado um e-mail, do endereço virtual da turma, para cada estudante da classe, professores e coordenação do curso. Mas para falar necessariamente sobre o que? Da vida de cada um, ou melhor, invadindo a privacidade particular, não poupando ninguém.
Isso muito me lembra uma frase do filme Eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Colocando em jogo a vida pessoal dos estudantes. E o que mais revolta é o simples motivo de não se saber quem foi, mas alguém revoltado com a classe e não tem a coragem de ser verdadeiro e se esconde por trás do anonimato que a internet proporciona.
Agora vejamos e convenhamos, a internet no mundo universitário é mais uma forma de consulta, aperfeiçoamento e novas descobertas, aprimorando uma nova leitura da sociedade, dos valores e culturas. Ao invés de ficar com essa atitude de menino amarelo, desperdiçando o precioso tempo livre.
Os danos morais ocasionados pelo mau uso deste meio de comunicação são graves e seriíssimos. Acompanhamos quase sempre nos noticiários os “vilões” da internet, que usam e abusam, através de seus conhecimentos cibernéticos.
Uma ferramenta, que eu diria democrática e livre, agregando a “gregos e troianos”. Especialmente para comercialização de produtos, divulgação de ideias e ideais, pensamentos e opiniões. Podemos utilizá-la através dos sites ou até então dos mais populares, que são os blogs.
Precisamos com mais alguns recursos, não censurar, mas conscientizar, desde cedo a nossa juventude e seus pais, que a internet não é necessariamente material “pornográfico” ou um “videogame”, ou alguma outra forma de entretenimento, pois quem sabe, os educando, estes jovens que hoje se utiliza do meio para fazer suas travessuras teriam sede de conhecimentos e mais tarde não seria necessário puni-los.
(*) É estudante de Jornalismo e poeta popular de Alagoas.


http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=158440&ass=37&data=2010-01-03

Jornal Gazeta de Alagoas

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