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Dia da Poesia: 'como toda arte, falta valorização'

Posted by Railton Da Silva in
Em homenagem a um dos maiores nomes da poesia brasileira, o poeta do romantismo, Castro Alves, nascido em 14 de março de 1847, nesta data se comemora o Dia Nacional da Poesia. Muitos outros nomes podem se destacar no cenário nacional, entre eles Alberto de Oliveira, Gonçalves Dias, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, Cecília Meireles, Jorge de Lima, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade e muitos outros.

A palavra “poesia” tem origem grega e significa “criação”. Rima, ritmo e métrica são características especiais que podem variar, dependendo do movimento literário e de sua época. No Brasil os primeiros poemas surgiram junto com o descobrimento, quando os jesuítas escreviam versos para catequizar os índios.

Outros formas de poesia surgiram depois, como o barroco (1601-1768), o arcadismo (1768-1836), o romantismo (1836-1870), o parnasianismo (1880-1893), o simbolismo (1893-1902), o pré- modernismo (1902-1922), o Modernismo (1922-1962), até os poemas de hoje, com suas mais diferenciadas formas de expressão.

No Twitter este é um dos assuntos mais comentados de hoje, com a tag #DiadaPoesia, tratado de forma bem humorada pela maioria dos internautas.

Poesia Alagoana
Como em muitas outras áreas artísticas, ser reconhecido em Alagoas é uma dificuldade para os poetas aqui do Estado. Railton Teixeira, de 24 anos, jornalista e poeta desde a época da escola, fala um pouco sobre as suas inspirações e seus poemas.

“Eu sou cordelista, poeta popular, e meus poemas tratam do dia-a-dia do povo. Somos considerados como repórteres do cotidiano. Inspiro-me nas coisas mais simples, às problemáticas do cotidiano. Lembro que a primeira vez que escrevi foi em homenagem a minha primeira professora”, conta o jovem poeta.

Railton conta que escreve histórias sobre figuras que ninguém valoriza, até grandes astros. “Escrevi sobre a morte do cantos Michael Jackson e virou tema de um dos meus cordéis. O título foi ‘O encontro de Michael Jackson com o Cangaceiro Lampião’ e, meu último cordel trata de uma ‘prosa’ entre Padre Cícero e Frei Damião. Na conversa eles comparam o nosso tempo com o tempo deles, a questão das drogas, o crack, a ‘guerra’ no Rio de Janeiro e suas profecias”, explicou.

Outra coisa que inspira o poeta, segundo ele diz, é a realidade do eu - lírico voltado para a alma feminina. “Desde criança eu sempre me interessei, desde uma rosa ao sorriso e um toque feminino, um olhar, e até mesmo a tristeza, ou alegria. A forma de falar, se expressar, momentos bons ou ruins, até mesmo um acidente me inspira, a dor humana”.

Sobre a valorização dada ao seu trabalho como poeta, o jovem diz que as pessoas de fora do Estado se interessam mais do que os conterrâneos. “Nem os governantes dão incentivo e poucas pessoas se interessam em conhecer nossa arte. É triste, mas é a realidade do artista alagoano”.

Railton Teixeira diz admirar a arte de Mario Quintana e dos alagoanos Jorge de Lima, Tchello de Barros e Ricardo Cabús.


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