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Cordelistas unidos…

Posted by Railton Da Silva in
Matéria de Estêvão dos Anjos na GAZETAWEB.COM

O cordel e a poesia popular tomaram conta do estande da Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas na noite desta quarta-feira (3), quarto dia da Bienal do Livro, com o lançamento de quatro trabalhos que apostam nesse segmento.

O primeiro deles foi o cordel Uma história puxa a outra de Ruy Rodrigues escrito em parceria com seu pai Heleno Alves. “São quatro cordéis, três meus e um de meu pai, que contam histórias que ouvimos há algum tempo”. Cordelista há mais de 20 anos, Ruy possui outros trabalhos publicados como o livro 40 anos de reflexões ou poesia nossa de cada dia e outros trabalhos de teatro popular. Sobre o valor do trabalho ele brinca: “O cordel é de graça, mas o autógrafo é cinco reais”. Esse e outros trabalhos de Ruy podem ser obtidos por meio do email Ruy.r@ig.com.br e conferidos no blog www.ruydoceara.blogspot.com.

Apostando na sonoridade das poesias populares, Rogério Dias e Fagner Dübrown lançaram os seus Poesia musicada no pandeiro 1 e 2. São canções acompanhadas no pandeiro no ritmo do coco. Além de poesias próprias, textos de autores consagrados também são musicados, como NÊga Fulô de Jorge de Lima e Autopsicografia¸de Fernando Pessoa. Os CDs estarão à venda durante toda a Bienal no estande da Editora Bagaço e algumas canções disponíveis no site www.myspace.com/rogeriodiasefagnerbubrown.

Outro artista que teve seu trabalho lançado foi o poeta popular Pedro César da Silva, natural de Maceió e em seu segundo trabalho, Janela. “Após terminar um casamento eu fiquei muito só, mal saia de casa, ficando muito tempo na janela. E era por ela que eu via o tempo passar, o sol se pôr…”, daí veio o livro que tem como pano de fundo a solidão e o passar do tempo. Mas Pedro César não considera essa obra muito densa, atributo esse que atribui ao seu primeiro livro, lançado há 15 anos em parceria com o jornalista José da Guia Silva, Absoluto, Obsoleto, que tem a morte como temática. Quem se interessar pelo trabalho do poeta é só entrar em contato, seu email é: Pedro.ocesar@hotmail.com.

O último artista da noite que teve seu trabalho apresentado é novo nesse segmento, trata-se do estudante de jornalismo e andarilho Railton Teixeira, de apenas 22 anos. O cordel Doutor Rufino beija-flor e a revolta das mulheres de lá fora conta a história de um namorador que “pega” todas as mulheres, de uma cidade até que um dia elas lhe dão uma lição. Este já é o segundo cordel publicado por Railton, o primeiro, Versos Livres, lançado no começo do ano na Bienal de São Paulo teve suas cinco mil tiragens esgotadas. “O meu terceiro possivelmente será lançado na Bienal de Recife e se chama A chegada de Michael Jackson no céu e no inferno“, adianta o artista.

Além de todos esses lançamentos a noite foi marcada por recitais e performances de outros cordelistas alagoanos que se achavam presentes, como a poetisa Mariquinha.


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